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1950


Uma Família monástica nasce da fé da Igreja na Assunção da Virgem Maria à Glória do Pai.

No primeiro dia de Novembro de 1950, Sua Santidade o Papa Pio XII promulga o dogma segundo o qual Maria de Nazaré, que deu à luz em Belém Jesus, Filho do Altíssimo, foi elevada por Ele da terra ao céu, em corpo e alma. A Igreja inteira exulta de alegria.

Entre as centenas de milhares de pessoas que participam nesta proclamação solene do dogma da Assunção de Maria, na praça de São Pedro, em Roma, encontra se um grupo de peregrinos franceses acompanhados por um religioso: o padre Ceslas Mínguet, o. p.

Sete deles, ao escutar a palavra do Santo Padre, sentem ecoar no seu coração o esplendor do misterioso Desígnio Divino revelado no Prólogo da Epístola de S. Paulo aos Efésios : "Antes da criação do mundo, Deus elegeu nos no seu Filho para sermos santos e imaculados na Sua Presença, no Amor". (Efésios 1). Assim não só a Virgem Maria, mas também cada pessoa humana é eleita pelo Pai, em Seu Filho, ainda antes da criação do mundo. Já desde esta vida, o Pai procura cada um dos membros da família humana como adorador em Espírito e em Verdade. Com Maria Imaculada, cada pessoa humana, qualquer que seja o seu pecado, é aguardada para sempre no grande Silêncio de Amor da SantíssimaTrindade.

No coração destes sete peregrinos estabelece se uma relação entre a presença de Maria, elevada na Glória do Pai com Seu Filho e o projecto do Pai de chamar todos os homens e todas as mulheres de boa vontade de todas as gerações, para serem também eles com Jesus, com Maria, em presença do Pai, santos e imaculados no Amor, na terra como no Céu e por toda a Eternidade.

Como consequência, surge nos seus corações uma pergunta: Não será necessário que nasçam por todo o mundo comunidades? Os seus membros poderão tentar, já durante a sua vida terrena, em plena fraqueza humana, começar a responder ao projecto do Pai. Com Jesus e Maria glorificados, estarão na presença do Pai, no Espírito Santo. Assim, receberão no seu coração e na sua vida de pobres pecadores, a Santidade, a Pureza imaculada, o Amor, que caracterizam o coração de Cristo e o Coração da Virgem Imaculada; pois Maria, a discípula mais atenta de Cristo, recebe tudo dele.

No silêncio do seu coração, cada um destes sete peregrinos promete a Deus e à Virgem Maria consagrar a sua atenção e as suas forças ao projecto que vislumbra. Depois cada um descobre que a mesma luz visitou os outros peregrinos ao escutar a voz do sucessor de Pedro. Juntos decidem colocar em prática sem demora, o que eles chamam "0 PROJECTO DA VIRGEM".

Esta Família monástica recebe o nome de: "Belém"...

Doze semanas depois da proclamação do dogma da Assunção da Virgem Maria, na povoação de Chamvres, na diocese de Sens, constitui-se a primeira comunidade. Com a Virgem Maria, o seu propósito é adorar sem cessar a Santíssima Trindade e Jesus Cristo, presente na sua Eucaristia, e viver no silêncio e na oração, longe dos olhares dos homens.

0 primeiro oratório é preparado num pobre estábulo que evoca a gruta onde o Filho de Deus se fez Menino, onde a Virgem e São José adoram com Ele o Pai. Por isso o pequeno mosteiro nascente recebe espontaneamente o nome de "Natividade", e mais tarde, "Belém". A Igreja está presente nos humildes começos por meio de D. Frédéric Lamy, Arcebispo de Sens.

Assim, desde a sua fundação, a vida da Família monástica em eclosão está marcada pela graça da Encarnação do Filho de Deus entre os homens e pela adoração silenciosa da Virgem Maria que permanece junto do seu Filho, em presença do Pai, sob a sombra do Espírito Santo. Durante os primeiros anos, numa grande pobreza, os primeiros membros da comunidade procuram, antes de tudo, ser discípulos de Jesus segundo os textos do Evangelho. Com a Virgem Maria tentam escutar Jesus, olhá-Lo, meditar no seu coração sem cessar a sua Palavra, celebrar esta Palavra na solidão e em comunidade, orar e contemplar silenciosamente a Luz de Amor que o Evangelho contém e revela. E é a partir do Evangelho que progressivamente tomam forma as características desta vocação.

... e da "Assunção da Virgem"...

0 segundo nome desta Família monástica, "Assunção da Virgem", foi recebido das circunstâncias particulares da sua fundação. Os monges e as monjas de Belém e da Assunção da Virgem procuram acolher o que Deus lhes quer dizer através do mistério da Pessoa e da vida de Jesus. Ele nasce em Belém; vive entre os homens; morre por amor para glorificar o Pai e tirar o pecado do mundo; ressuscita; sobe ao céu. A Virgem Maria comunga com todo o seu ser à vida do seu Filho. Por isso, elevado da terra, atrai-a onde Ele próprio permanece. Ela permanece para sempre com seu Filho no Fogo do Espírito, na Glória de Amor do Pai. Maria, que não é Deus, recebeu de seu Filho a graça de viver à semelhança da sua vida plenamente divina e plenamente humana. É por isso que ela se compromete no caminho da santa Virgindade, da santa Pobreza, da santa Obediência, que caracterizam o caminho de Jesus. É por isso que, seguindo Jesus, ela vive no maior Amor, morre de Amor, ressuscita. No seu corpo e na sua alma é atraída por Jesus elevado da terra, permanecendo para sempre na Glória de Amor do Pai.

Os monges e as monjas recebem o apelo a seguir o caminho que tomou a Mãe de Deus. Com Maria, querem escutar a Palavra de Jesus, meditáIa sem cessar no seu coração, segui-Lo por onde quer que Ele vá. Por isso, tentam comprometer-se no caminho de humildade da sua Encarnação e comungam à sua morte de Amor-Ressurreição.

Com Maria, na fé, deixam-se atrair por Jesus elevado da terra, que permanece para sempre na Glória do Pai.

Na grande luz da promulgação do dogma da Assunção da Virgem, os monges e monjas reconhecem na Virgem Maria glorificada a sua fundadora e a sua verdadeira priora. Esta graça é ratificada pela Igreja no decreto de erecção pontifícia da Família monástica de Belém, da Assunção da Virgem e de São Bruno.



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